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14/01/2014

Baixo risco de bolha imobiliária

Um dirigente do mercado imobiliário afirma que o setor deixou para trás a euforia de alguns anos, em que tudo dava certo, mas também não está em crise. (Por Sergio Barreto Motta).
Algumas grandes empresas se defrontaram com dificuldades, pois, no rápido processo de expansão desmesurada, deram passos em falso. De acordo com a fonte, a demanda no Rio continua firme: praticamente tudo o que é construído na Zona Sul, Barra da Tijuca e áreas nobres da Zona Norte é absorvido sem problema e com rapidez pelo mercado. Em São Paulo há mais áreas disponíveis para construção e o problema é que, como no Rio, foram lançadas muitas lajes corporativas e salas comerciais em passado recente, o que gerou certo excesso. Frisa a fonte que, na orla marítima do Rio, só há espaço para construção no Recreio dos Bandeirantes, situado a boa distância da Zona Sul; o resto está tomado.
Salienta o executivo que o segmento de shopping centers passa por fase intermediária. Foram instalados muitos shoppings, não só nas grandes cidades, mas também em médias e até pequenas, o que tem provocado queda na receita mensal. Como os construtores não usam seu próprio dinheiro, mas de investidores, a redução nos ganhos está gerando insatisfação. Um ponto à parte é o programa Minha Casa, Minha Vida. Para a maioria das empresas, a novidade se mostrou negativa, exceção feita a algumas firmas, como Direcional e MRV, que usaram sua experiência no segmento popular e estão obtendo resultados razoáveis. No Minha Casa, Minha Vida há obstáculos, como o alto valor dos imóveis e construção onerada pelo Custo Brasil.
Em relação à possibilidade de estourar uma bolha imobiliária no Brasil, diversas fontes ouvidas pela coluna descartam a possibilidade. Lembram que, nos Estados Unidos, havia o hábito de o particular, ao saber que seu imóvel aumentou de cotação, ir ao banco e obter um novo empréstimo – com base no bem real – para ficar com dinheiro vivo. No Brasil, não se toma crédito com base na valorização do imóvel, e a preocupação básica dos compradores é a de ter um teto, não de lucrar sobre eventuais ganhos em valor. Citam que os bancos privados, sempre criteriosos na concessão de financiamentos, há dois anos fecharam a torneira, passando a examinar com lupa as condições dos demandantes por crédito imobiliário.
Em relação a bancos públicos, executivos revelam que, no caso do Minha Casa, Minha Vida, os clientes são de baixa renda, mas o governo garante a operação. Destaca que, fora do Minha Casa, os bancos públicos passaram a imitar os particulares, na concessão de crédito imobiliário. Fazem uma boa triagem e, além disso, aplicam sistema com prestações decrescentes, de modo que quem puder pagar as mensalidades no início, não deverá ter problemas no meio e no fim do longo período de amortização. Em resumo, o mercado imobiliário não é um Eldorado, mas também não deverá apresentar perigo para a economia, em futuro próximo – dizem os especialistas.
Choque energético
A política energética de Dilma Rousseff é uma bagunça, na visão de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura. Lembra que, após lucro de R$ 3,6 bilhões em nove meses de 2012, a Eletrobras teve perda de R$ 787 milhões no mesmo período de 2013. Se apresentar ganho em 2014, não será por sua ação, mas por injeção de dinheiro público – tirado da dívida interna, não de recursos próprios do Tesouro Nacional.
Cita que a Petrobras atravessa um “calvário”, com endividamento crescente e tendo de aplicar US$ 240 bilhões em cinco anos. Segundo Pires, o governo, discricionariamente beneficia quem usa gasolina, diesel e o gás de cozinha (GLP) e prejudica usuários de gás natural, querosene de aviação e óleo para navios(“bunker”).
Ou seja, as estatais estão desarrumadas, e companhias aéreas e de navegação são obrigadas a pagar preços internacionais. Enquanto isso, o diesel, usado pelos caminhões – concorrentes mais poluentes dos navios na cabotagem – são subsidiados.
BNDES
Queixam-se grupos privados, especialmente do Norte/Nordeste, que têm enorme dificuldade em acessar recursos do BNDES. Enquanto isso, o banco oficial continua a prestigiar grandes conglomerados. A instituição acaba de anunciar aporte de R$ 1 bilhão em aumento de capital da Odebrecht Transport, ficando o banco com 10,6% do capital dessa companhia – que, por sinal, presta péssimo serviço de trens de subúrbio no Rio.
Além disso, há comentários de que, após o BNDES destinar US$ 682 milhões para o porto de Muriel, em Cuba, está em estudos um novo crédito. Segundo o senador Álvaro Dias, essa operação está oficialmente coberta por confidencialidade e, assim, não se sabe sobre a taxa de juros, se há parte subsidiada e qual a carência para pagamento. Também não são conhecidas as garantias oferecidas pela ilha comandada por Raul Castro.
Insustentabilidade
Do economista Edmar Bacha, um dos idealizadores do Plano Real: “O governo procura evitar a desvalorização do dólar vendendo ao mercado financeiro um seguro contra desvalorização futura, os swaps reversos do Banco Central. Estima-se que até o início de 2015, seu valor equivalerá a metade das reservas internacionais do país. Trata-se de política insustentável”. Com a palavra, o ministro Guido Mantega.
No dia 30, as reservas eram de US$ 375 bilhões e, portanto, segundo Bacha, o Tesouro vai despender US$ 187,5 bilhões para segurar o dólar, um valor que corresponde a quatro ou cinco trem-balas. Por pior que seja, o trem-bala ao menos gera empregos.
Perdas
Se a Petrobras for alijada de uma área petrolífera, o mundo vem abaixo. Mas quando a estatal vende sua participação, o povo passa ao largo. A estatal, criada por Getúlio Vargas, acaba de vender 35% de sua participação no bloco BC-10 para a anglo-holandesa Shell e para a indiana ONGC, por US$ 1,6 bilhão.
Se fosse em governo tucano, seria crime de lesa-pátria. No Governo Dilma, em início de ano, no verão, ninguém comenta. E assim, la nave va. Na verdade, o atual governo enfraquece a estatal, que se vê compelida a vender prédios, refinarias ou ... campos promissores de petróleo.
Rápidas
Enquanto o ritmo de vendas no comércio, neste Natal, foi modesto, o mesmo não se verificou no consumo de produtos alimentícios. Muitos itens ficaram em falta e supermercados informam que o abastecimento só será regularizado a partir do dia 11 *** O diretor-executivo da americana Intel, Brian Krzanich, anunciou um desafio, para encorajar a “tecnologia vestível” e ajudar a criar novas experiências conectadas. Serão distribuídos prêmios de US$ 1,3 milhão. Detalhes serão anunciados em fevereiro *** Um amigo da coluna, morador de Copacabana, teve uma inesperada aventura neste sábado. Um pivete forte tentou roubar o celular de seu filho adolescente. A vítima conseguiu prender o agressor e o levou para a delegacia, mas, na luta travada, sofreu um corte de navalha e por pouco não teve pior sorte. Levou seis pontos no rosto. Um detalhe trágico é que o jovem agressor, mesmo detido, ficava dizendo piadas para a mulher e palavrões para o filho do agredido. O Rio deu um passo à frente com a instalação de UPPs nas favelas, mas ainda há um longo caminho a seguir *** A terça-feira foi de dólar em alta e bolsa em queda. Pudera, com Standard & Poor’s ameaçando abaixar cotação da dívida brasileira, não há bolsa que resista.
Fonte:Monitor Digital